CAPÍTULO 2 /A SEGUNDA LEI E SUA LUTA

 

CAPÍTULO 2

A SEGUNDA LEI E SUA LUTA

No capítulo anterior, reconstituímos o lento surgimento da Primeira Lei e examinamos, de modo sucinto, seu efeito no método de guarda livros, na localização, horários, mobiliários e pessoal da biblioteca. As mudanças causadas pela Primeira Lei em todas estas questões foram fundamentais. Se fosse para definir numa palavra o efeito final desta Primeira Lei, ela seria revolução. Uma vez radicalmente transformada a perspectiva, outra coisa vieram com o tempo.

A segunda Lei da biblioteconomia surge no encalço da Primeira Lei para que essa revolução avance mais. Se a Primeira substituiu o conceito os LIVROS EXISTEM PARA SEREM PRESERVADOS, a Segunda dilata o conceito OS LIVROS SÃO PARA OS POUCOS ELEITOS. Se o grito revolucionário da Primeira era OS LIVROS SÃO PARA USAR, o da Segunda é os LIVROS SÃO PARA TODOS. Se a abordagem da Primeira se fazia pelo lado dos livros, a da segunda se faz pelo lado dos usuários de livros. Se a primeira vivificava a biblioteca, a Segunda ampliada a para um problema nacional. Se a primeira escancarou as bibliotecas existentes, a Segunda cria novas bibliotecas e faz surgir a cultura de novas espécies de bibliotecas. Se havia relutância em proceder de acordo com a Primeira, encontra-se, em suas etapas iniciais, oposição categórica à Segunda. Assim, a revolução causada pela Segunda Lei é de natureza mais avançada e aproxima mais a humanidade de seu objetivo.

PARA CADA PESSOA O SEU LIVRO! Que volume de ideias repousa em estado potencial nestas seis palavras de tão poucas sílabas! Quão árdua será a tarefa de concretizar estas ideias! Que variedade de interesses adquiridos se ergue contra qualquer tentativa de fazer valerem estas ideias! Estas questões precisam ser cuidadosamente analisadas num estudo da Segunda Lei.

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