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Mostrando postagens de março, 2025
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O coral da Biblioteca

  Todos cantam em coro: Há lugar para todos Não vá um diretor Malvado ou doutor Confinar os livros Para uma rica elite. Temos livros para todos. Livros para os ricos E livros para os pobres Livros para o homem E para a mulher também Livros para os doentes E livros para os contentes Livros para os cegos E para os surdos também. Livros para os sabidos E livros para os mandriões Livros para os burgueses E livros para os peões. Livros para os letrados E livros para os apenados Temos livros para todos Para cada um e para todos. Um estranho entra, cantando: Livros para todos, sim. Livros para todos Mas falta acrescentar Livros da na terra E livros no mar.

CAPÍTULO 2 /A SEGUNDA LEI E SUA LUTA

  CAPÍTULO 2 A SEGUNDA LEI E SUA LUTA No capítulo anterior, reconstituímos o lento surgimento da Primeira Lei e examinamos, de modo sucinto, seu efeito no método de guarda livros, na localização, horários, mobiliários e pessoal da biblioteca. As mudanças causadas pela Primeira Lei em todas estas questões foram fundamentais. Se fosse para definir numa palavra o efeito final desta Primeira Lei, ela seria revolução. Uma vez radicalmente transformada a perspectiva, outra coisa vieram com o tempo. A segunda Lei da biblioteconomia surge no encalço da Primeira Lei para que essa revolução avance mais. Se a Primeira substituiu o conceito os LIVROS EXISTEM PARA SEREM PRESERVADOS, a Segunda dilata o conceito OS LIVROS SÃO PARA OS POUCOS ELEITOS. Se o grito revolucionário da Primeira era OS LIVROS SÃO PARA USAR, o da Segunda é os LIVROS SÃO PARA TODOS. Se a abordagem da Primeira se fazia pelo lado dos livros, a da segunda se faz pelo lado dos usuários de livros. Se a primeira vivificava ...